segunda-feira, 23 de maio de 2011

CRÔNICA DE EDUCAÇÃO


A Educação e a Cidade
Luzia B. de O.SILVA[1]

            Transformem a cidade em escola e a escola em cidade, e o povo saberá como é belo organizar e civilizar!
            Transformem o couro em ouro e este em louro, e a educação será um tesouro, verde como a esperança do menino e da menina, cheios de sonhos para povoar a cidade, de castelos, de reis e reinados, de príncipes e princesas sorridentes, com dentes branquinhos.
            Quando a cidade educa, todos educam a cidade.
            As trocas e intercâmbios são singulares na cidade porque são registros de simplicidades, de significados particulares, pequenos, grandes, coloridos, desbotados, são vidas que vivem na cidade.
            Cansaço e fadiga estão presentes na cidade que educa os seus filhos, são brincadeiras, labores, conflitos de idéias e de vida, prazerosos, pertinentes e envolventes porque advindos das conquistas e trocas incessantes, são articulações de experiências, vivências e conhecimentos, sabedoria para os viventes.
            A educação é o farol da cidade, e o farol da cidade é a educação quando ela chega como o poste de luz em todas as direções e cantos da cidade, quando não exclui, não discrimina, mas elege e contempla generosamente todos os homens, como um patrimônio, porque pertence a toda a humanidade.
            Que a educação não seja apenas um encontro para discutir idéias, ideologias, teorias, ciências, métodos, metodologias, didáticas, gramáticas, literaturas, matemáticas, filosofias, que seja como a vida, o centro, o começo, o meio e o fim de todas as causas, como o ar que enche os pulmões e garante a vida da humanidade com toda a força de sua invisibilidade.
            Que o homem transforme a cidade como foi capaz de construí-la, embelezá-la, encantá-la, poetizá-la, amá-la, mapeá-la e até maquiá-la para turista ver!  Por que não educá-la para nela viver?
            Que a cidade seja educada para cuidar e guiar seus filhos, mantê-los saudáveis e protegidos, como o leite materno que garante a vida e a mantém íntegra e protegida, de vírus, bactérias! Que a cidade seja um antídoto contra aqueles que a despreza, maltrata, corrompe, que lhe infesta e povoa de veneno asfixiante, fascista, impedindo-a de ser VIDA!
            Que a cidade seja alegre como um sorriso de criança travessa, estridente, mas inocente!
            Que os homens andem pela cidade como a criança que adentra com emoção e temor, os jardins da infância pela primeira vez!
            Que o educador ame a amizade, que seja amigo da educação e da escola, que ensine o que sabe e com simplicidade aprenda o que ainda não sabe. De coração aberto, sinta-se grande como um gigante e tão pequeno como um passarinho, porque os gigantes chamam a atenção, mas somente os passarinhos podem voar com perfeição.
            Que o professor conheça e ame a mitologia, que a deguste como uma criança ávida por histórias, armadilhas, medos, encantos e sabedoria, que somente o aprendiz pode decifrar  o seu significado.
            Que a educação seja para a cidade como a cidade deve ser para a educação – um coração  cheio de vida, esperança e amor!


[1] Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da USP (2004) – tese de doutorado: O imaginário poético-pedagógico de Cecília Meireles. Bacharel e Mestre em Filosofia pela PUC – SP (1994 / 1997) – dissertação de mestrado: Psicanálise, poética e epistemologia: a contribuição de Gaston Bachelard. Tem experiência de quase vinte anos na área da educação, dos quais, dez anos na Educação Superior.  Atualmente é professora da UNIb  e da  FICS.

acesso em 19/05/2011 www.fe.unicamp.br/.../Cronica-de-Educacao-AEducacao-e-a-Cidade.doc

Cidade violenta? Esconda-se dela dentro de um condominio

I. QUALIDADE DE VIDA
Os condomínios proporcionam uma vida mais saudável às famílias.

II. SEGURANÇA
Nos condomínios há segurança interna 24 horas com controle de acesso. As portarias possuem guaritas que controlam a entrada e saída de visitantes e são uma garantia de segurança para as famílias moradoras.

III. CONVENIÊNCIA
Próximo aos condomínios, se desenvolvem centros comerciais com vários serviços de conveniência, tele-entrega, delivery, restaurantes, bancos 24 horas e inúmeros outras opções que oferecem toda comodidade.

IV. CUSTO X BENEFÍCIO
As taxas de manutenção dos condomínio são inferiores ao que se paga em um edifício de alto padrão nos grandes centros. Além disso, os condomínios fechados oferecem uma série de serviços por uma relação custo/benefício muito mais atrativa.

V. VALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO
Os condomínios são uma realidade como opção de alto retorno de investimento. Os belos e exclusivos projetos arquitetônicos valorizam ainda mais o patrimônio de quem escolhe viver em um condomínio...

VI. LAZER
Os condomínios oferecem ótima infra-estrutura de lazer, clubes completos com piscinas, quadras, salão de festas, academias e outros atrativos

VII. ESTILO

Os condomínios chamam atenção pelo charme das construções e pelos belos jardins. Os espaços públicos como centros de convivência, praças e ruas são muito bem cuidados e encantam moradores e visitantes.

IX. LIBERDADE
Deixar os filhos brincarem na rua é uma experiência que hoje só é permitida pelos pais dentro dos condomínios. Além disso, o contato com a natureza faz toda a diferença na educação e desenvolvimento das crianças.


PROPAGAR A CIDADE VIOLENTA SEM DUVIDAS é UMA OTIMA MANEIRA DE VENDER  CONDOMINIOS


Brincar lá fora do apartamento? Ahh sim, dentro do investimento seguro, o condominio

fonte:http://jbaimobiliaria.wordpress.com/2010/09/15/morar-em-condominio-fechado-veja-aqui-as-vantagens/

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ensinar a pensar certo

O livro Pedagogia da Autonomia é meu livro de auto-ajuda! Não poderia de forma alguma faltar esta teoria associada a prática, que a obra de Paulo Freire pode nos proporcionar, e claro está intrínseca em nosso curso:


"Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo. E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiados certos de nossas certezas. Por isso é que o pensar certo, ao lado sempre da pureza e necessariamente distante do puritanismo, rigorosamente ético e gerador de boniteza, me parece inconciliável com a desvergonha da arrogância de quem se acha cheia ou cheio de si mesmo.

O professor que pensa certo deixa transparecer aos educandos que uma das bonitezas de nossa maneira de estar no mundo e com o mundo, conhecer o mundo. Mas, históricos como nós, o nosso conhecimento do mundo tem historicidade. Ao ser produzido, o conhecimeno novo supera outro que antes foi novo e se vez velho e se "dispõe" a ser ultrapassado por outro amanhã. Daí que seja tão fundamental conhecer o conhecimento existente quanto saber que estamos abertos e aptos à produção do conhecimento ainda não existente." (pg. 28)